Cuidado mano....

Dois irmãos saem do metro em direção a sua residência quando o irmão mais velho é interceptado por uma garota desavergonhada que logo indaga:

- Fulano, como você está... Tem saído?... Nunca mais te vi em tão lugar... bla bla bla...

E com seu olhar penetrante e assíduo por atenção ela continuou o diálogo:

- Vai fazer o que agora? Por que não quer falar mais comigo, está trabalhando?

E com um olhar incrédulo e descrente daquela situação o brother mais velho responde:

-Não posso ficar aqui tenho que ir embora e nesta hora que seu irmão caçula entra e cena e diz:

- Ele não tem que trabalhar, mas eu tenho (desculpa para evitar que o mais velho sofre algum tipo de atentado ao pudor) e os dois se retiram rindo daquela situação...


Seria uma situação habitual se não fosse tão incomum pelos problemas que o irmão mais velho teve, mas isso prova que tudo vai se ajeitando e voltando ao normal.

A escolha...

Desde o início da sua vida estudantil, no primário a escolha de nomes para ilustrar seus títulos é sempre um momento de descontração ou irritação. E isso não muda nem quando está terminando a faculdade. Discutir o último trabalho do ano em um sábado às 10 horas da manhã não é muito instigante, mas ao menos pode ser divertido. Durante uma mesa redonda pérolas como estas foram citadas:

- Acho que o nome deveria ser “O chão, a luta para todos”,
- Que chão o que, estamos falando do MST, não do MSC (Movimento dos Sem Chão),
- Chão, chão, chão (funk)... depois vieram outras sugestões:

- O nome deveria ser “Sem terra sem título”, talvez Retratos do campo... por fim ”Chão Para Todos, Retratos da luta por terra” foi os escolhido.

Como nessas horas a criatividade está muito mais ligada a pressa para o retorno para casa o nome caiu muito bem!

The traveling in my city!


Incrível como um feriadão na praia pode render boas histórias. Em mais um capítulo de “Aonde eu for eu não levo você”, narrativas são exemplificadas em pequenos trechos relatados da seguinte forma:

- Após uma hora de viagem, um casal liga incontrolavelmente para duas amigas que deveriam busca-los. Depois de várias tentativas frustradas que duraram algumas horas, eles decidem mudar seu destino,

- Um pouso forçado na casa de amigos e ali vão eles para uma praia na qual já tinham sido convidados, porém não eram bem vindos (apesar dessa tendência ser modificada aos poucos),

- Na rodoviária descobrem que o ônibus para o destino só partiria doze horas depois, mas uma alma generosa na fila se antecipa as aflições e revela que tinha um ônibus que ficava próximo,

- Muita gritaria, música de gosto duvidoso, bebida e falta de água depois, o dia foi bacana.

- Chegou a hora de voltar e o trânsito parece não parar, porém a falta da locomoção é o que assusta. Depois de algumas horas, bexiga estourada e cansaço depois ela aparece!


Apesar de alguns encontros e muitos desencontros tudo acabou bem... é esperar a próxima...

Dançando (com o perdão do gerúndio) em família




Enquanto um ouvinte passeava por algumas rádios, escutou uma música que dizia: “Vai menina, não levanta, rebolando... até o chão...”. Uma letra que me parece bem similar a outras do mesmo gênero, foi quando o apresentador sem saber de sua absurda ignorância revela:

- Esse e o chamado “funk melody” , mas ainda tem o “Pancadão” e o “Nu funk”. É o funk que a mamãe, o papai e a filhinha podem ouvir juntos, mas na semana que vem tocaremos o “Pancadão”!
E não é que o que o “antenado” apresentador tinha razão, pelo menos segundo a conceituada Wikipédia:

-Esse estilo vai contrário ao funk comum, que tem letras agressivas, de cunho erótico, o funk melody é mais romântico, é a poesia do funk .

Acho que isso prova o quanto as pessoas são preconceituosas com esse estilo músical e o quanto ele é merecedor do status de movimento cultural, aprovado no Rio de Janeiro em 2009. E como relembrar é viver segue uma listinha de músicas para dançarmos com nossos papais e mamães:
- Moleque Chapa Quente - MC Sapão

- Tô Tranquilão - MC Sapão

- Bonde da Fura - MC Cesinha da Vila

- Toca e Agita - Bonde da Loira

- Perereca pra Frente - DJ Fú

- Dona Gigi - Os Caçadores

- To na Pista - MC Rose

- Pernão sarado - Marcio G



Dois olhares se cruzam, ao mexerem em seus cabelos em frente a um espelho. Os dois pouco disfarçam, apesar de muito tentar.
Enquanto o primeiro sai e espera, o seguinte ao sair o encara aguardando que ele venha conversar. Poucos minutos depois eles conversam de maneira monossilábica o que prova mais uma vez que será uma relação “fast food”.

Alguns encontros casuais, conversas diárias, risos esporádicos e uma atração fatal depois eles continuam se olhando, agora diariamente, não mais sem graça e com uma intimidade surreal.

Pequena, porém grande!


Uma militância ou um movimento agrário, pode sim ter duas vertentes, com personagens favorecidos e outros prejudicados assim como em toda organização! Pode ser relevante por sua luta, aquecendo os mais necessitados e ao mesmo tempo ser imoral a quem por inúmeras vezes carece.

O post foi em homenagem a Ariane, que apesar de ter freqüentado até a sétima série, não ter luz elétrica e estar grávida aos 15 anos é muito mais esclarecida, soberana com as palavras e acolhedora do que muita gente que conheço!

Cinco horas de um virginiano...

Meses, semanas, dias, horas, medo, pavor, decepção, estímulo, fome, falta de reação, emoção, palpite, mumificação, calafrio e espera! Tudo isso em apenas 5 horas e de forma contínua, surreal e assustadora!